quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eu rezo!


Vivo em um lugar sem lei, sem ordem. A violência tomou conta da cidade. Sem nenhuma perspectiva de que alguma coisa vá melhorar. Rouba-se de tudo: seu celular, seu relógio, seu tênis, sua paz, sua dignidade, sua tranquilidade. Quase sempre o roubo vem acompanhado de agressões: físicas  e verbais. 

Brancos, negros, pardos, orientais. Bem vestidos e mal vestidos. Podem agir durante o dia ou durante a noite. Eles estão em todo lugar: nas ruas, nos shoppings, nos mercados, nas farmácias, nas pistas de corrida e até dentro de casa. Faça chuva ou faça sol: para os bandidos não tem tempo ruim e nem mesmo feriado. São os verdadeiros trabalhadores do Brasil. Empreendedores, estão sempre inovando na forma de abordagem.

Então, o que me resta é rezar cada vez que calço o tênis para ir correr. E claro, desejar que Deus de fato exista e que ache que sou merecedora de sua proteção.


Continuo bem gripada e tive até que cair no remédio, coisa que detesto. Dormi mal mais uma vez, mas mesmo assim fui correr. Se tivesse um pingo de juizo teria ficado em casa, mas não tenho e nem sei para que serve. Calcei meu tênis e fui. O que rolasse seria lucro.

Foi uma corrida ótima. Não controlei o ritmo e percebi que quando simplesmente corro, minha corrida é muito mais agradável e até mais rápida. Deve ser porque assim deixo a ansiedade de lado.

O tempo hoje estava perfeito e isso ajudou um bocado. O sol ficou dormindo entre as nuvens e não deu as caras hora nenhuma. Havia uma brisa fresca. Terminei bem. Cheguei nos 9km, sem esforço, com um pace médio de 5'47''. Já estou achando que vou estar correndo 10km para a Tribuna em Santos.

Bom, mas não tive forças de ir para academia. Puxar ferro ficou para amanhã.